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Se ainda fosse necessário um monumento à patologia burocrática e politicamente correta do Partido Trabalhista britânico, ele já existe. Rogers Jean-Baptiste nasceu em Santa Lúcia, mas foi cedo para a Inglaterra. Atleta várias vezes premiado, alistou-se no Exército britânico.

Seis meses depois, foi despachado para a guerra no Iraque. Serviu com mérito em Basrah, e foi voluntário para mais um tour. Novamente elogiado e recomendado pelos superiores, foi promovido por merecimento a Lance Corporal.

Deu baixa com distinção, e alistou-se na força policial assim que voltou à Inglaterra. Foi ferido no cumprimento do dever. Anos atrás, ele havia requerido a cidadania britânica. Ela foi negada essa semana.

O motivo alegado pelo Ministério do Interior: no mesmo dia em que ele deu entrada ao pedido, o Exército o despachou para a Alemanha para que ele recebesse a preparação final para o desembarque no Iraque. Como no dia em que assinou o pedido, ele saiu do país, as regras do Ministério foram violadas: ele precisaria ter terminado o dia ainda em território britânico. Ele estava com o uniforme britânico, portando armamento britânico, em uma base britânica. Mas fora da Grã-Bretanha.

Para o Ministério, portanto, ele não merece a cidadania britânica. Magnânimos, os trabalhistas deram-lhe uma nova chance: se ele ainda tiver interesse, poderá esperar até 2011, e candidatar-se novamente.

A resposta de Jean-Baptiste: essa recusa foi a mesma coisa que um tapa na cara.

'Refusal is a slap in the face'


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